António Lobo de Barbosa Ferreira Teixeira Girão, oitavo senhor e primeiro visconde de Vilarinho de São Romão, nasceu nesta freguesia do concelho transmontano de Sabrosa aos 5 de Novembro de 1785. Filho primogénito e, consequentemente, destinado, segundo o código da época, a suceder na administração de um vínculo a seu pai, teve a boa sorte de este não afinar pelo comum dos seus pares. António José Girão Teixeira Lobo de Barbosa era, de facto, um morgado diferente de quase todos os outros, dado a leituras aré menos ortodoxas, e não só ensinou ele mesmo as primeiras letras ao filho, como o mandou, aos treze anos, às aulas de um reputado mestre de latinidades que vivia perto, em Provesende. Chamava-se este António Pinheiro,e e, além de ensinar ao rapazinho gramática e latim, também lhe ministrou filosofia e retórica. Em 1804, passou António Pinheiro, na companhia de um tio, a Lisboa, e aqui continuou a estudar, aprendendo francês, italiano e inglês e iniciando-se nas ciências física e naturais. Como diz um dos seus biógrafos, A. M. Lopes de Carvalho, «estudou botânica em Lineu, Vandelli e Brotero e foi apaixonado discípulo do grande Buffon». Regressando a Trás-os-Montes, para se ocupar da rica lavoura familiar, ainda decidiu aprender, com um arquitecto de Mateus que se formara em Roma, Francisco Correia de Matos, desenho, geometria e as noções fundamentais de arquitectura. O mais de uma cultura sempre quanto possível em dia ia buscá-lo aos livros da biblioteca que herdara e acrescentava com o melhor do produzido lá fora.
sábado, 20 de dezembro de 2008
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Navegações dos Portugueses - Henrique Lopes de Mendonça
Torna-se especialmente oportuno relembrar as façanhas que deram origem ao moderno imperialismo colonial, no momento em que as florescentes colónias, ou já emancipadas ou ainda dependentes da metrópole, vão atestar os olhos do mundo a acção civilizadora dos dois povos peninsulares e demonstrar que foram eles os mais altos fautores do Renascimento.
sábado, 6 de dezembro de 2008
Praia - Sophia de Mello Breyner Andresen
Entrava-se pelo hall por uma grande porta que estava sempre aberta.
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Sophia de Mello Breyner Andresen
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Prefácio a Histórias de Meninos, do Visconde de Vilarinho de São Romão - Pedro da Silveira
Já identificado o contista das Histórias de Meninos, Nemésio ainda pensou escrever sobre ele e o seu livro esquecido não obstante as duas sucessivas edições de 1834 e 1835. Como também imaginou representá-lo, com o tal conto do frade prenhe, numa projectada antologia, da qual chegou a falar numa crónica, de contistas, como diria Manuel bandeira, bissextos: desses que, com livro ou até sem ele, uma vez lhes aconteceu, em tema e realização, o grande achado. Mas nem uma nem outra coisa chegou a fazer -- e é pena, pois um daqueles seus ensaios breves mas iluminantes, como os do Conhecimento da Poesia antes saídos em jornais, que valem, mesmo divagantes, o que para sempre nunca darão os logogrifos dos filhos apanhadiços do gálico galimata Sr. Roland Barthes, bem melhor calhava aqui, substituindo-me, à recuperação do Visconde de Vilarinho de São Romão como contista. Mas, como ele não o fez... Ao menos, cumpra-se o do seu a seu dono. Que naquele tempo em que Nemésio me deu conta do seu achado, persistindo eu embora, como até hoje, em procurar a agulha em palheiro dos nossos narradores do Neoclassicismo, não conhecia o autor das Histórias de Meninos senão os livros pelos quais, mas cada vez menos, vem sendo lembrado: como a Memória Histórica e Analítica sobre a Companhia dos Vinhos, Denominada da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, onde vão beber, nem sempre o dizendo, alguns de nome respeitado entre os estudiosos da história económica.
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