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segunda-feira, 13 de julho de 2009

O XAILE DE MARIA SALOMÉ - Bulhão Pato

O nosso distinto pintor Marciano Henriques da Silva disse-me que o havia conhecido em Itália, velho já, porém, são e vigoroso, usando o mesmo nome -- Augusto de Belvedere -- e sendo um restaurador de mérito.

terça-feira, 7 de julho de 2009

O XAILE DE MARIA SALOMÉ - Bulhão Pato

Era realista. Meu pai não o interrogou nunca sobre a sua procedência; para meu pai tinha a mais respeitável de todas -- ser inteligente, pobre, expatriado, infeliz.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

O XAILE DE MARIA SALOMÉ - Bulhão Pato

Belvedere!?... O seu apelido foi para nós sempre um mistério! Tinha emigrado de Lisboa, depois dos acontecimentos de 1833.

domingo, 14 de junho de 2009

O XAILE DE MARIA SALOMÉ - Bulhão Pato

Este moço pintor, que não alcançou um nome distinto na arte, tinha rara habilidade para apanhar semelhanças. Os retratos que tirou são como fotografias.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

O XAILE DE MARIA SALOMÉ - Bulhão Pato

Para nos deixar uma lembrança e recordação grata, retratou a meu pai, minha mãe, minha irmã e a mim, que tinha pouco mais de cinco anos.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

O Xaile de Maria Salomé - Bulhão Pato

Tive o seu retrato, que, infelizmente, um acaso destruiu, há três anos, numa mal agoirada mudança. Era em papel e feito por Augusto de Belvedere, um português emigrado, que se hospedou muitos meses em nossa casa. (2)

(2) O Xaile de Maria Salomé foi publicado no jornal A Arte. Muito tempo depois recebi, de letra desconhecida, uma carta. Era de Augusto de Belvedere, que tinha visto o meu artigo e me escrevia, narrando-me alguns passos da sua vida. Tinha tomado aquele nome para fugir a perseguições, quando se estabeleceu o governo constitucional. O seu verdadeiro nome era José Vicente de Sales. Fora pensionado em Roma, para estudar pintura, por D. João VI e depois por D. Miguel de Bragança. O pobre velho terminava a extensa carta por estas palavras: «Vivo hoje na cidade de Braga, minha pátria nativa, precisando do mais necessário à vida e com 84 anos.» Um ano depois, passando por Braga, fui visitá-lo. Estava ainda de boa aparência e comoveu-se muito, lembrando-se que me havia retratado quando eu tinha quatro anos.

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