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segunda-feira, 6 de julho de 2009

NAVEGAÇÕES DOS PORTUGUESES - Henrique Lopes de Mendonça

Teve forçados colapsos, contudo, esta empresa, a que o ínclito príncipe votara o melhor da sua vida. Motivaram-nos por vezes incidentes de política interna que demandavam a sua intervenção, como aquele que teve desfecho, na desgraçada batalha de Alfarrobeira, com a morte do Infante D. Pedro, cuja elevada mentalidade muito contribuíra para a sugestão e o preparo das empresas navais. Mas, em duas conjunturas, foi o plano de expansão territorial pelo norte de África que deu origem ao afrouxamento das explorações da costa ocidental. Da primeira vez, em 1437, foi a desastrosa expedição de Tânger, onde ficou em reféns, morrendo seis anos depois no cativeiro de Fez, o Infante D. Fernando, irmão mais novo de D. Henrique. Mais tarde, em 1458, também este último, de concerto com seu juvenil sobrinho, o rei D. Afonso V, dirigiu, contra a cidade de Alcácer-Ceguer, a expedição de vinte e cinco mil homens, em duzentos e vinte navios, com o resultado da expugnação da praça após um dia de combate.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Navegações dos Portugueses - Henrique Lopes de Mendonça

Mais feliz do que Nuno Tristão, Álvaro Fernandes, sobrinho de Zarco, o descobridor da Madeira, alcançou cento e dez léguas ao sul de Cabo Verde, e por isso foi largamente recompensado pelo Infante D. Henrique e por seu irmão, o Infante D. Pedro, então regente do reino em nome de seu sobrinho D. Afonso V.

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